Doenças alérgicas

Rinite alérgica

Espirros em sequência, nariz entupido e coriza constante têm causa — e têm tratamento que vai além do antialérgico diário.

A rinite alérgica é a inflamação da mucosa nasal desencadeada pelo contato com alérgenos. É a doença alérgica mais frequente no consultório e uma das que mais comprometem sono, concentração e qualidade de vida.

Muitos pacientes convivem por anos com o problema usando apenas medicação sintomática. É possível ir além disso.

Tipos de rinite

Nem toda rinite é alérgica, e diferenciar os tipos muda completamente a conduta.

  • Rinite alérgica: desencadeada por ácaros, fungos, pólens ou animais, com sensibilização comprovada em teste
  • Rinite não alérgica: irritantes, alterações hormonais ou medicamentos, sem sensibilização detectável
  • Rinite medicamentosa: causada pelo uso prolongado de descongestionantes nasais tópicos
  • Rinite mista: combinação de mecanismos alérgicos e não alérgicos

Sintomas característicos

Os sintomas costumam ser mais intensos ao acordar, ao arrumar a casa ou em ambientes fechados e úmidos.

  • Crises de espirros em salva
  • Coriza clara e abundante
  • Obstrução nasal alternante
  • Coceira no nariz, no céu da boca, nos olhos e nos ouvidos
  • Redução ou perda do olfato
  • Sono fragmentado, roncos e cansaço diurno

Rinite, sono e qualidade de vida

A obstrução nasal crônica prejudica o sono profundo. Em crianças, isso pode se traduzir em irritabilidade, dificuldade de atenção na escola e respiração predominantemente bucal, com repercussões no crescimento facial.

Em adultos, o impacto aparece em cansaço, queda de produtividade e piora de quadros associados, como asma e sinusites de repetição.

Rinite e sinusite: qual a diferença

A rinite acomete a mucosa nasal; a sinusite envolve os seios da face. Rinite mal controlada é um dos principais fatores que levam a sinusites de repetição, porque a mucosa inflamada dificulta a drenagem.

Dor facial, secreção espessa e febre sugerem sinusite e exigem avaliação médica específica.

Tratamento

O primeiro passo é identificar os alérgenos envolvidos por meio de testes cutâneos. A partir daí, definimos o controle ambiental possível na sua realidade e a medicação adequada para o seu quadro.

Para pacientes com sensibilização comprovada e sintomas persistentes, a imunoterapia específica é o único tratamento com potencial de modificar o curso da doença: em vez de bloquear o sintoma, ela reeduca a resposta imunológica ao alérgeno.

Perguntas frequentes

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo. Ele não substitui a consulta, o diagnóstico nem o tratamento realizados por um médico. Procure um alergista para avaliar o seu caso.

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