A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Em boa parte dos pacientes atendidos em Porto Alegre, essa inflamação é desencadeada por alérgenos que respiramos todos os dias — ácaros da poeira domiciliar, fungos, pelos de animais e pólens.
Identificar com precisão quais são esses gatilhos é o que separa um tratamento apenas sintomático de um tratamento que atua na origem do problema.
Sintomas que merecem avaliação
Os sintomas variam de intensidade ao longo do tempo e costumam piorar à noite, durante exercícios ou em períodos de mudança climática.
- Chiado no peito, especialmente ao expirar
- Tosse seca persistente, frequentemente noturna
- Falta de ar ou sensação de aperto no peito
- Cansaço desproporcional durante atividade física
- Quadros respiratórios que demoram muito a resolver
Gatilhos mais frequentes
Nem todo paciente reage aos mesmos estímulos. Por isso, a investigação é individual e combina história clínica detalhada com testes objetivos.
- Ácaros da poeira domiciliar — o gatilho mais comum no sul do Brasil
- Fungos ambientais, favorecidos pela umidade da região
- Epitélio e saliva de cães e gatos
- Pólens de gramíneas em determinadas estações
- Infecções respiratórias virais
- Fumaça de cigarro, poluição e ar frio
Como fazemos o diagnóstico
A consulta começa por uma história clínica minuciosa: quando os sintomas aparecem, o que os melhora e o que os piora, o ambiente de casa e do trabalho e o histórico familiar.
Em seguida, os testes cutâneos de leitura imediata (Prick Test) mostram, de forma objetiva, a quais alérgenos existe sensibilização. Quando necessário, exames complementares de função pulmonar e dosagens laboratoriais são solicitados.
Tratamento: controle e mudança de curso
O tratamento da asma tem dois eixos. O primeiro é o controle da inflamação com medicação inalatória prescrita e ajustada individualmente, associada ao controle ambiental dos gatilhos identificados.
O segundo eixo é a imunoterapia específica com alérgenos — a vacina antialérgica. Em pacientes com asma alérgica bem caracterizada, ela reeduca a resposta do sistema imunológico ao alérgeno e é o único tratamento capaz de modificar a evolução natural da doença, reduzindo a necessidade de medicação ao longo dos anos.
Nenhum tratamento oferece resultado garantido ou igual para todos. O que buscamos é o melhor controle possível para o seu caso, com reavaliações periódicas.
Asma na gestação
Gestantes com asma frequentemente interrompem a medicação por medo de prejudicar o bebê. Na prática, a asma descontrolada oferece mais risco à gestação do que o tratamento adequadamente orientado.
O acompanhamento durante a gravidez deve ser feito em conjunto com o obstetra, com revisão das medicações e reforço do controle ambiental.
Perguntas frequentes
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo. Ele não substitui a consulta, o diagnóstico nem o tratamento realizados por um médico. Procure um alergista para avaliar o seu caso.

